Diário de Bordo do Trawler Jade

Busque por nome, por cidade, por evento , palavras simples, por exemplo :  Cabo Frio, Paraty, Ilhéus, Santos , etc...

Lugares visitados pela Tripulação Jade(New)

Data

 

Clique na Foto p/Ampliar

26/09/2011

Penetanguishene, Ontario, Canadá

Ficamos atracados no pier principal da marina durante uma semana. Acabamos por fazer vários contatos e amizades. Muitos estavam curiosos e incrédulos por saber que viemos navegando desde o Brasil. As pessoas nesta marina são muito gentis e simpáticas. Vários navegadores queriam saber mais sobre nossa história e como fizemos nossa trajetória para chegarmos tão longe. As trocas de informações foi muito proveitosa e muitos  nos orientaram nos procedimentos e cuidados na winterização do JADE. Subimos o Jade ao canteiro na sexta feira. Ainda assim, o barco está  conectado com água e energia. A utilização dos sanitários fica restrita, mas os banheiros da marina (muito limpos e cuidados) ficam próximos do local onde estamos. Durante estes dias deixamos tudo arrumado e ajeitado. Preparamos nossas malas, pois não ficaremos a bordo no período de frio intenso. Atualmente, ou seja, começo de setembro, já temos noites chegando a 5 ou 6 graus. Winterizamos todo o barco semelhante ao que fizemos o ano passado em Baltimore. Só que, desta vez, também tivemos que cobrir e amarrar o JADE com lonas para evitar que se junte muita neve sobre ele durante as nevascas. O peso da neve é grande principalmente se a neve gelifica. Vão se formando camadas cujo peso é tão grande que pode danificar o barco ou algumas das suas estruturas. Levamos 2 dias e meio para fazermos o trabalho, isto ainda com a ajuda do Paul e da Wendy. A colocação das lonas tem que ser feita de modo a criar uma inclinação para que a neve escorra e não fique sobre elas. Fizemos algumas fotos que estão na galeria de fotos do website. Retiramos toda a água do barco e substituímos pelos produtos anti-freeze, incluindo dos motores, gerador, ar condicionados, tanques de água, aquecedor, holding tank, de todas as tubulações, etc. Os filtros e óleos dos motores foram trocados ainda antes de subirmos o barco aproveitando a ajuda do Daniel. Tivemos  a ajuda de várias pessoas para evitar que eu fizesse muito esforço físico, que ainda esta contra indicado no meu estado de recuperação. Hoje, dia 26 de setembro é o o aniversário da “Almirante-mor”. Concluímos tudo, descemos as malas do Jade, fechamos e amarramos a abertura que faltava e pegamos o Shuttle que reservamos para nos levar ao aeroporto de Toronto. Ficaremos muito saudosos dessa vida a bordo e de nossas navegações.  Continuaremos nossas aventuras após o inverno.

 

16/09/2011

Port Severn – Penetanguishene, Ontario, Canadá  

Passamos duas noites em Port Severn devido ao mal tempo. A previsão era de que haveria ondas de 1,5 a 2 metros na Georgian Bay. Hoje pela manha, com águas calmas, fizemos as 12 milhas que nos separam da Baia de Penetanguishene. Nela ficam a cidadezinha de mesmo nome e várias marinas ao seu redor. Prevíamos ficar inicialmente na Dutchman Cove, onde também estavam o Paul e a Wendy e a Angela e o Daniel. É estilo um estaleiro onde você pode fazer seus próprios serviços ou chamar quem você quiser para fazê-lo. Mas, devido a impossibilidade de sermos içados pelo travel Lift deles, que era muito pequeno, fomos obrigados a procurar outro lugar para ficarmos. O Paul nos levou no carro dele para visitarmos pelo menos 7 marinas diferentes. Escolhemos a Hindson Marina. Fomos muitíssimos bem atendidos pelo próprio dono da marina, Kelly, que se colocou  completamente a nossa disposição, bem como a do seu Staff, para nos ajudar. É uma marina enorme com vários docks e mais de 500 barcos Tudo funciona perfeitamente. É um lindo lugar no fundo da baia, amplos pátios, estrutura de pier moderna com água, energia e pump-out. A água da baia é completamente transparente a 3 metros de profundidade. Toda a infraestrutura é de primeiríssima qualidade: banheiros, lojas, serviços, galpões, sistema de recolhimento de lixo ecológico. Tudo muito bem cuidado. O Kelly controla e trabalha todos os dias e está sempre a disposição. O Staff é jovem. muito eficiente, educado e prestativo. Ficamos muito contentes de termos achado este lugar para deixarmos o JADE. O inverno daqui é muito rigoroso com temperaturas alcançando 30/35 graus abaixo de zero, 1,5 a 2 metros de neve e a baia fica completamente congelada a ponto de carros poderem atravessá-la. Nos próximos dias vamos preparar o Jade para as intempéries do local.            

 

12/09/2011

Couchiching-Port Severn, Ontario, Canadá

Foi uma noite muito tranquila. A eclusa de Couchiching é bem isolada e ao lado de um dos parques do Canadá. Hoje, navegaremos quase 30 milhas, mas duas coisas serão o ápice do trajeto: o Big Chute e a chegada a última eclusa do sistema Trent Severn. Zarpamos as 10 horas e seguimos pelo Trent Canal até chegarmos ao Big Chute. Este trecho todo é maravilhoso pois temos a paisagem das montanhas, sendo elas constituídas de pedras basicamente,  com os canais e lagos de entremeio e muitas casas de campo que eles chamam de cottages. É difícil descrever tamanha beleza que nos enchem os olhos e alegram a alma.  Passamos pela eclusa de Swift Rapids e o ponto alto do dia foi a chegada ao Big Chute.  Ao chegarmos a esse ponto, deparamos com um fundo cego do canal, como se o lago ou canal houvessem terminado. Na extremidade observamos um trilho de trem que sai de dentro da água e sobe uma encosta. Dali a pouco vem um tipo de vagão aberto de cima do morro e entra na água. Dentro dele existe um sistema de tipo travel-lift, ou seja aquele trator que tem umas fitas que levantam o barco da água. Pelo alto-falante o condutor do vagão orientou-nos a entrar com o JADE dentro vagão,que a esta altura havia afundado dentro d’água. Este sistema esta preparado para levar barcos até 58 pés de comprimento e 25 pés de largura. Ao entrarmos, eles suspenderam as cintas que ficaram por debaixo do JADE até segurar o barco. Daí, eles ajeitaram a melhor posição para o barco repousar na quilha pois as cintas servem apenas de apoio. O barco fica apoiado  no centro do vagão. Quando tudo está ajeitado, o vagão começa a subir um morro de uns 20 pés de altura para depois descer do outro lado cerca de 60 pés até o lago de baixo. Neste interim a tripulação fica a bordo só acompanhando. A sensação é de estarmos numa roda gigante, a diferença é que neste caso, não se trata de uma cadeirinha mas sim o seu próprio barco apoiado num vagão e este em trilhos numa franca descida. Ao chegar a água do outro lado, o vagão mergulha água adentro até o barco flutuar e permitir que você saia navegando. O processo em si é simples, mas a sensação e a emoção é algo que nunca esqueceremos.  Fizemos várias fotos que estão dispostas na galeria de fotos do site. Depois do Big Chute seguimos pelo Gloucester Pool, outro daqueles lugares formados pelo represamento de água, cercado pelas montanhas, pinheiros típicos, casas de veraneio.....!!! Navegamos mais 8 milhas e lá se encontrava estava a nossa frente a eclusa de numero 45: Port Severn. Nada de especial, mas para nós ela representou um grande marco, pois é o final do Trent Severn canal: passados 44 dias, 43 eclusas, 1 vagão que desceu o morro sobre trilhos, 65 pontes, um enfarte mas fizemos muitos amigos. Agora entramos no Georgian Bay, parte norte do lago Huron, onde vamos deixar o Jade fora da água para invernar  este ano.  

 

 

11/09/2011

Kirkfield – Couchiching, Ontario, Canadá

Após uma noite agradável de sono, descemos a eclusa de Kirkfield e não bastasse o stress da descida ainda seguimos pelo Trent canal que tem  as mesmas características que o de ontem. Descemos mais 5 eclusas até que chegamos ao Lago Simcoe. Este é o maior lago do Trent Severn, com 20 milhas de comprimento e 16 milhas de largura. Ele recebeu este nome em homenagem a John Simcoe, que foi o primeiro Governador da região superior do Canadá e que ficou conhecido por ser o primeiro a abolir a escravatura na América, em 1793. Após atravessarmos o Simcoe, entramos no Narrows canal, na extremidade noroeste do lago, que beira a cidade de Orillia. Ao sairmos no Narrows entramos no lago Couchiching.  Este lago tem 10 milhas de comprimento e após atravessa-lo e atingir a extremidade norte, entramos no rio Severn que também faz parte do Trent canal. Este rio, apesar de estreito, é mais largo que o anterior permitindo a navegação de dois barcos lado a lado se preciso fosse. As 17:30 hs chegamos a última eclusa do dia: Couchiching. Por ser domingo, a eclusa encerra as atividades as 17:30 hs. Descemos a mesma e ficamos para pernoite, atracados na parede logo após a saída da mesma.

 

 

10/09/2011

Fenelon Falls – Kirkfield, Ontario, Canadá

Saímos as 15:00 hs. Estava previsto fazermos apenas 14 milhas, passando pela eclusa de Rosedale e chegando a Kirkfield. Navegamos 4 milhas e passamos pela primeira eclusa. Dali, entramos no Lago Balsam. Uma curiosidade deste local é que chegamos a maior altitude do Trent Severn, 841 pés acima do nível do mar. Ufa, foi uma ladeira e tanto! A partir da próxima eclusa, Kirkfield, começaremos a descer nas eclusas rumo a Georgian Bay. Do outro lado do lago Balsam está a entrada para o Trent Canal. Este canal, com várias milhas de extensão interliga canais e alguns lagos. Ele foi construído totalmente com a mão de obra humana. Para isso foi feito um corte no solo que é todo de pedras. Assim, o canal é muito estreito e raso. Para entrarmos nele, devemos chamar aviso de Securité pelo radio, no canal 16 e avisar que estamos entrando, pois não é possível se cruzar com outro barco grande no meio do canal senão fatalmente acabamos nas pedras. As margens parecem bordas de piscina e o fundo chega a ser visível de tão transparente a água. Navegamos 6 milhas de distancia por ele, navegando a 4 nós de velocidade e passando por lugares onde a profundidade chegava a 4,5 pés. O fundo é todo de pedra, só de pensar na possibilidade de encostar a quilha já dá arrepios. A paisagem das margens é ora uma galeria com muitas arvores como se fosse um túnel, fechando uma verdadeira parede para cima (este canal chega a ser mais estreito e raso que o Dismal Swamp da Virginia nos Estados Unidos), ora fazendas com pastos imensos. Depois de toda a apreensão chegamos a eclusa de Kirkfield. Ela já estava fechada, de modo que pernoitamos atracados na parede antes da eclusa. Esta eclusa é a segunda eclusa hidráulica do Trent Severn, com 49 pés de altura. Ela chega a ser mais assustadora que a de Peterborough, pois neste caso vamos descê-la e estaremos com a proa do Jade visualizando o horizonte a uma grande altura.

 

 [ Home ] [ Barco ]  [ Rota ]  [ Diário de Bordo ]  [ Contato ]  [ Área Vip ]  [ Artigos ]  [ Fotos ]  [ Tripulação ]  [ Great Loop ]



projetojade - 2005
All Rights Reserved


Total de visitas com IPS diferentes   4   /   Visitantes Online  4   /   Você chegou aqui as   05/02/2012 23:06:15


Desde outubro de 2005